“Oração ao Tempo” – Caetano Veloso

25 abr

“O tempo não para, e no entanto ele nunca envelhece.”

Caetano Veloso

O baiano Caetano Emanuel Viana Telles Veloso nunca imaginou que, saindo de uma pequena cidade do Recôncavo Baiano, faria tanto sucesso pelo Brasil afora e seria umas das principais expressões da Música Popular Brasileira. Mas foi isso o que aconteceu. Nascido em 07 de agosto de 1942, em Santo Amaro da Purificação, a 73 quilômetros de Salvador, Caetano Veloso, como ficou conhecido por todo o país, já sabia, desde pequeno, o que queria ser na vida: com pouco mais de 4 anos de idade, o irmão de Maria Bethânia já compunha A Tua Presença Morena, revelando seus dotes artísticos.
Fala galera! =)

“Oração ao tempo”  é composição e interpretação de Caetano Veloso, está no álbum Cinema Transcedental, de 1979. Então, vai aí mais uma análise. Espero que gostem! =)

Fica a dica: Carreira e história de Caetano Veloso. Vale a pena conferir! 😉

“Oração ao Tempo” – Caetano Veloso

És um senhor tão bonito

Quanto a cara do meu filho

Tempo Tempo Tempo Tempo

Vou te fazer um pedido

Tempo Tempo Tempo Tempo

Compositor de destinos

Tambor de todos os ritmos

Tempo Tempo Tempo Tempo

Entro num acordo contigo

Tempo Tempo Tempo Tempo

Por seres tão inventivo

E pareceres contínuo

Tempo Tempo Tempo Tempo

És um dos deuses mais lindos

Tempo Tempo Tempo Tempo

Que sejas ainda mais vivo

No som do meu estribilho

Tempo Tempo Tempo Tempo

Ouve bem o que te digo

Tempo Tempo Tempo Tempo

Peço-te o prazer legítimo

E o movimento preciso

Tempo Tempo Tempo Tempo

Quando o tempo for propício

Tempo Tempo Tempo Tempo

De modo que o meu espírito

Ganhe um brilho definido

Tempo Tempo Tempo Tempo

E eu espalhe benefícios

Tempo Tempo Tempo Tempo

O que usaremos pra isso

Fica guardado em sigilo

Tempo Tempo Tempo Tempo

Apenas contigo e migo

Tempo Tempo Tempo Tempo

E quando eu tiver saído

Para fora do teu círculo

Tempo Tempo Tempo Tempo

Não serei nem terás sido

Tempo, Tempo, Tempo, Tempo

Ainda assim acredito

Ser possível reunirmo-nos

Tempo, Tempo, Tempo, Tempo

Num outro nível de vínculo

Tempo, Tempo, Tempo, Tempo

Portanto peço-te aquilo

E te ofereço elogios

Tempo Tempo Tempo Tempo

Nas rimas do meu estilo

Tempo Tempo Tempo Tempo

Em “És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho. Tempo Tempo Tempo Tempo, vou te fazer um pedido. Tempo Tempo Tempo Tempo. Compositor de destinos. Tambor de todos os ritmos. Tempo Tempo Tempo Tempo, entro num acordo contigo. Tempo Tempo Tempo Tempo”, Caetano Veloso faz uma relação entre o tempo e o desenvolvimento de um filho e logo, tornando o tempo um ser divino, ora para que se faça um acordo, a final estamos todos sujeitos às leis do mesmo.

Os versos “Por seres tão inventivo e pareceres contínuo. Tempo Tempo Tempo Tempo. És um dos deuses mais lindos. Tempo Tempo Tempo Tempo. Que sejas ainda mais vivo, no som do meu estribilho. Tempo Tempo Tempo Tempo”, fazem com que o ser divino, “tempo”, seja embelezado por trazer surpresas ao nosso cotidiano. Ao final, é feita uma prece, um pedido para que esse “deus” esteja sempre presente ao longo da vida.

“Ouve bem o que te digo. Tempo Tempo Tempo Tempo. Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso. Tempo Tempo Tempo Tempo. Quando o tempo for propício. Tempo Tempo Tempo Tempo. De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido. Tempo Tempo Tempo Tempo. E eu espalhe benefícios”. Nesses versos, Caetano Veloso pede ao tempos para que ele seja proveitoso, mas sempre preciso, como o som de seu “tic-tac”, que ele traga experiencia e que ela possa servir como benefício transformando-se em bons conselhos.

Quando se diz “Tempo Tempo Tempo Tempo. O que usaremos pra isso, fica guardado em sigilo. Tempo Tempo Tempo Tempo. Apenas contigo e migo. Tempo Tempo Tempo Tempo. E quando eu tiver saído para fora do teu círculo. Tempo Tempo Tempo Tempo. Não serei nem terás sido. Tempo, Tempo, Tempo, Tempo.” A prece segue e se fala em um segredo entre homem e tempo, segredo este que ficará em sigilo e que mesmo que não haja mais vida, Caetano ainda assim gostaria de parcipar de seu ciclo.

Caetano diz ainda acredita que isso seja possível e em troca oferece ao tempo elogios, transformando o tempo em poesia. “Tempo, Tempo, Tempo, Tempo. Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos. Tempo, Tempo, Tempo, Tempo. Num outro nível de vínculo. Tempo, Tempo, Tempo, Tempo. Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios. Tempo Tempo Tempo Tempo. Nas rimas do meu estilo. Tempo Tempo Tempo Tempo”.

Murilo Mendes disse: “Ninguém sonha duas vezes o mesmo sonho”. Adoramos pensar que podemos ser os senhores do tempo, mas o minuto que já passou, não volta mais. O tempo é um sábio, que faz de nossas vidas um grande ciclo, com início, meio e fim. Só precisamos respeitá-lo para que esse ciclo se cumpra. 

Até mais! =)

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